A osteoporose pode evoluir durante anos sem provocar uma dor específica.
Muitas pessoas descobrem o problema apenas depois de uma fratura causada por uma queda simples ou por um esforço que normalmente não provocaria uma lesão.
Por isso, esperar os sintomas aparecerem não é a melhor estratégia para cuidar da saúde óssea.
A avaliação dos fatores de risco permite identificar quem pode precisar de exames, prevenção ou tratamento.
O que é osteoporose?
A osteoporose é uma condição caracterizada pela redução da resistência dos ossos.
Como consequência, aumenta o risco de fraturas, especialmente no quadril, na coluna e no punho.
Ela é considerada uma doença silenciosa porque pode não provocar sintomas até a ocorrência de uma fratura.
O Ministério da Saúde possui protocolo específico para avaliação e tratamento da osteoporose.
Quem pode apresentar maior risco?
Entre os fatores que podem ser considerados estão:
- Idade
- Menopausa
- Histórico familiar de fratura
- Fratura anterior após trauma leve
- Uso prolongado de corticoides
- Baixo peso
- Tabagismo
- Consumo excessivo de álcool
- Sedentarismo
- Quedas frequentes
- Deficiência de vitamina D
- Doenças que afetam o metabolismo ósseo
- Alguns medicamentos
A presença de um fator não confirma o diagnóstico.
Osteoporose provoca dor?
A redução da resistência do osso pode não provocar dor.
A dor costuma aparecer quando ocorre uma fratura ou outra complicação.
Fraturas nas vértebras podem provocar dor nas costas, redução de altura ou alterações de postura.
Como é feita a avaliação?
A médica pode analisar:
- Histórico de fraturas
- Histórico familiar
- Medicamentos utilizados
- Menopausa
- Alimentação
- Atividade física
- Risco de quedas
- Exames laboratoriais
- Densitometria óssea
- Outras condições de saúde
A densitometria é um dos exames utilizados, mas seu resultado precisa ser interpretado junto aos demais fatores.
Osteopenia é a mesma coisa que osteoporose?
Não.
A osteopenia representa uma redução da densidade óssea que não atinge os critérios densitométricos de osteoporose.
Entretanto, o risco de fratura não depende apenas do nome registrado no exame.
Idade, fraturas anteriores, medicamentos e outros fatores também influenciam a decisão de tratamento.
Como funciona o tratamento?
O tratamento depende do risco de fratura.
Pode envolver:
- Atividade física orientada
- Fortalecimento muscular
- Exercícios de equilíbrio
- Prevenção de quedas
- Adequação da ingestão de cálcio
- Avaliação da vitamina D
- Tratamento de doenças associadas
- Medicamentos específicos quando indicados
- Acompanhamento por exames
Nem toda paciente precisa utilizar o mesmo medicamento.
Basta tomar cálcio?
Não.
Cálcio faz parte da saúde óssea, mas não é a única medida.
Tomar suplementos sem avaliar alimentação, vitamina D, função renal, medicamentos e risco de fratura pode não resolver o problema.
O tratamento precisa analisar o conjunto.
Por que prevenir quedas?
Uma parte importante do tratamento é reduzir a probabilidade de quedas.
Podem ser avaliados:
- Força muscular
- Equilíbrio
- Visão
- Calçados
- Obstáculos dentro de casa
- Medicamentos que provocam tontura
- Iluminação dos ambientes
Evitar a queda é tão importante quanto melhorar a resistência do osso.
Conclusão
Osteoporose pode evoluir sem dor até a primeira fratura.
Por isso, a avaliação deve considerar fatores de risco antes que uma complicação aconteça.
O tratamento busca fortalecer a proteção dos ossos, reduzir o risco de quedas e prevenir fraturas.
Perguntas frequentes
Toda mulher depois da menopausa tem osteoporose?
Não. A menopausa aumenta o risco, mas não confirma o diagnóstico.
Osteoporose tem tratamento?
Sim. O tratamento é definido conforme o risco de fratura e a situação clínica.
Preciso tomar cálcio?
A necessidade depende da alimentação, dos exames e da orientação médica.
Densitometria é indicada para todas as pessoas?
A indicação depende da idade e dos fatores de risco.
Exercício ajuda?
Atividades orientadas podem contribuir para força, equilíbrio e saúde óssea.
Possui fatores de risco, osteopenia, osteoporose ou histórico de fratura?
Agende uma avaliação para definir os cuidados e o tratamento da sua saúde óssea.
Dra. Marina Cerqueira — Médica Reumatologista | CRM MG 59.260 | RQE 38.448
Este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui consulta, avaliação médica ou diagnóstico individualizado.

