Muitas pessoas recebem um diagnóstico de artrose e acreditam que não há nada a ser feito.
Escutam que o problema é apenas consequência da idade e que precisarão aprender a conviver com a dor.
A idade pode aumentar a ocorrência da artrose.
Entretanto, sentir dor, reduzir atividades e perder mobilidade não precisam ser tratados como consequências inevitáveis.
A artrose possui tratamento.
O objetivo é controlar sintomas, preservar movimentos, reduzir limitações e manter a autonomia pelo maior tempo possível.
O que é artrose?
A artrose, também chamada de osteoartrite, é uma doença que afeta diferentes estruturas da articulação.
Ela envolve alterações da cartilagem, dos ossos e de outros tecidos articulares.
Pode afetar:
- Joelhos
- Mãos
- Quadril
- Coluna
- Pés
- Outras articulações
Quais sintomas podem aparecer?
Entre os sintomas estão:
- Dor durante ou depois do movimento
- Rigidez após repouso
- Redução de mobilidade
- Dificuldade para subir escadas
- Dor para caminhar
- Alterações nos dedos
- Estalos
- Sensação de insegurança na articulação
- Dificuldade para realizar atividades diárias
A intensidade varia entre as pessoas.
A imagem mostra a intensidade da dor?
Nem sempre.
Uma pessoa pode apresentar alterações importantes na radiografia e sentir poucos sintomas.
Outra pode apresentar muita dor mesmo sem uma alteração proporcional na imagem.
Por isso, o tratamento não deve ser definido apenas pela aparência da radiografia.
A avaliação considera a dor, a mobilidade, a força, as atividades prejudicadas e as características de cada paciente.
Artrose acontece apenas por causa da idade?
Não.
O envelhecimento é um fator, mas outros elementos podem participar:
- Lesões anteriores
- Sobrecarga repetitiva
- Alterações do alinhamento
- Excesso de peso em determinadas articulações
- Fraqueza muscular
- Histórico familiar
- Doenças articulares anteriores
- Características anatômicas
Como funciona o tratamento da artrose?
O tratamento pode combinar diferentes estratégias.
Entre as possibilidades estão:
- Atividade física orientada
- Fortalecimento muscular
- Fisioterapia
- Ajustes de atividades
- Controle da dor
- Medicamentos quando indicados
- Controle de fatores que aumentam a sobrecarga
- Procedimentos específicos em situações selecionadas
- Avaliação cirúrgica quando necessária
A escolha depende da articulação, da intensidade dos sintomas e da limitação da paciente.
Exercício piora o desgaste?
Não necessariamente.
O movimento adequado pode contribuir para força, mobilidade, equilíbrio e capacidade funcional.
Entretanto, o exercício precisa ser compatível com a articulação afetada e com a condição da paciente.
Permanecer completamente parada pode aumentar fraqueza, rigidez e dificuldade de movimento.
O tratamento consegue recuperar a cartilagem?
Promessas de reconstrução completa da cartilagem precisam ser vistas com cautela.
O foco do tratamento médico é controlar sintomas, preservar função, reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida.
A estratégia depende do estágio da doença e das necessidades individuais.
Preciso esperar a dor ficar forte?
Não.
A avaliação pode ser realizada quando a dor começa a interferir nas caminhadas, nos exercícios ou nas atividades diárias.
Iniciar o cuidado antes de uma limitação maior permite trabalhar força, mobilidade e adaptação da rotina.
Conclusão
Artrose não deve ser tratada apenas como desgaste inevitável da idade.
Existe tratamento para controlar sintomas e preservar a capacidade de movimento.
O plano precisa considerar a articulação afetada, os exames, a intensidade da dor e a rotina da paciente.
Perguntas frequentes
Artrose é o mesmo que artrite reumatoide?
Não. São condições diferentes.
Artrose tem cura?
O tratamento busca controlar sintomas e preservar função. Não deve ser apresentado como uma cura definitiva.
Posso fazer exercício?
Em muitos casos, sim. A atividade precisa ser orientada conforme a condição.
A artrose sempre piora?
A evolução varia. Tratamento e acompanhamento ajudam a controlar sintomas e preservar a função.
Toda artrose precisa de cirurgia?
Não. A cirurgia é considerada apenas em determinadas situações.
A dor começou a limitar suas caminhadas, exercícios ou atividades diárias?
Agende uma avaliação para definir um plano de tratamento individualizado.
Dra. Marina Cerqueira — Médica Reumatologista | CRM MG 59.260 | RQE 38.448
Este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui consulta, avaliação médica ou diagnóstico individualizado.

